"O bordado da imaginação no tecido da natureza".
Definição de amor no Dicionário filosófico de Voltaire (1694 - 1778)
- eu me levanto, olho o espelho e vejo que preciso encontrar um bom corte de cabelo para não ser mais escrava do secador
- caminho pela casa pensando na pressão que a educação sofre a todo momento e que vem de todos os lados. assim, do nada, ele se perguntou retórica e violentamente "que coisa mais atrasada, por que é que a educação no Brasil é tão atrasada e ainda está nessa coisa de perguntas e respostas?"
- encho um copo com água me dando conta de que amo perguntar e receber respostas, não consigo pensar em dinâmica melhor para ensinar e aprender história do que essa. eu sou o atraso ...
-perco o sono a noite e fico pensando: ok... ele está fazendo gastronomia à distância, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, apesar disso, todo mundo quer ter certeza sobre eucação básica.
- já é dia, o sol brilha sobre o mar, ainda estou acordada.
- e é essa sensação de solidão que me acompanha. de estar perdida num deserto branco. lembro de um sonho recorrente de quando eu era criança: era um mundo branco sem bordas e eu lá, bem no meio.. sem princípio, sem fim... o silêncio
- não estou de tpm
- são cinco da manhã, vou fazer e tomar café. o estômago pede, a cabeça também. assistir tv, talvez alguma coisa muito nova... uma partida de vôlei, do outro lado do mundo....
- ah,
- eu desconectei o box e não sei desfazer essa merda... só tem streaming...
Li a Desumanização, do Valter Hugo Mãe, em janeiro do ano passado. Tenho duas impressões conflitantes sobre ele: 1- o excesso de eventos muito tristes faz de toda aquela tristeza uma espécie de pastelão ao contrário*; 2- a prosa poética do Valter Hugo Mãe é deslumbrante.
Se alguém me perguntar se eu gostei (e já me perguntaram), vou dizer que gostar ou não gostar não é bem a questão. E qual é a questão então? Vou dizer que não sei.
Ainda estou pensando na história e, principalmente, ainda estou digerindo o final. De certa forma, eu não só entendo como já pratiquei aquele fim. Mas é difícil de explicar.
Não sou crítica literária, acho que isso é bem óbvio.
A Desumanização me calou.
* Contudo, não me sinto a vontade para chamá-lo de dramalhão, parece injusto.