Li a Desumanização, do Valter Hugo Mãe, em janeiro do ano passado. Tenho duas impressões conflitantes sobre ele: 1- o excesso de eventos muito tristes faz de toda aquela tristeza uma espécie de pastelão ao contrário*; 2- a prosa poética do Valter Hugo Mãe é deslumbrante.
Se alguém me perguntar se eu gostei (e já me perguntaram), vou dizer que gostar ou não gostar não é bem a questão. E qual é a questão então? Vou dizer que não sei.
Ainda estou pensando na história e, principalmente, ainda estou digerindo o final. De certa forma, eu não só entendo como já pratiquei aquele fim. Mas é difícil de explicar.
Não sou crítica literária, acho que isso é bem óbvio.
A Desumanização me calou.
* Contudo, não me sinto a vontade para chamá-lo de dramalhão, parece injusto.
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