Ontem assisti esse filme.
Há um diálogo entre a personagem principal e seu ex-namorado. A mulher diz que a voz dele continua dentro dela e que mantém conversas com ela. O homem diz que isso acontece com ele também. Num dado momento o ex-namorado fala: quando eu me for, a memória que eu tenho de você vai embora comigo.
Esses são pensamentos que me ocupam há muito tempo: tenho vozes na minha cabeça, temo pela morte da minha voz em cabeças alheias. Acho que, no fundo, nossa geração é toda feita de pequenos androides que, como no filme IA, do Steven Spielberg, seguem em busca de uma fada madrinha que finalmente atenderá nosso maior desejo: quero ser de verdade.
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